Sabias que o sol pode ser um aliado da tua fertilidade?

Quem não fica mais alegre quando olha pela janela de manhã e verifica que está sol? O chamado astro-rei pode ser uma excelente fonte de bem-estar e de saúde, se souberes tirar partido das suas propriedades de forma equilibrada.

Quem não fica mais alegre quando olha pela janela de manhã e verifica que está sol?
O chamado astro-rei pode ser uma excelente fonte de bem-estar e de saúde, se souberes tirar partido das suas propriedades de forma equilibrada.

De que maneira o sol influencia a fertilidade?

Gosto de pensar que não é apenas o sol, ou a luz solar, mas sim o ritmo dia e noite (o nosso ritmo circadiano), que tem uma influência enorme na forma como os nossos ciclos se desenvolvem.

Tudo começa com uma célula.

O óvulo (a maior célula do corpo humano) como todas as células, precisa de alimento para cumprir as suas funções. A ovulação propriamente dita – momento em que o óvulo rompe o folículo e as paredes do ovário e é recebido pelas trompas de falópio – bem como o desenvolvimento do embrião, são actividades que requerem uma quantidade enorme de energia para que tudo funcione na perfeição.

Prometo que não vou aborrecer-te com termos que-não-interessam-nem-ao-menino-jesus, mas gostava que conhecesses este fenómeno: todas as células têm uma espécie de armazém de energia, a mitocôndria, que é responsável por absorver os nutrientes e transformá-los em energia. Quanto mais energia uma célula precisa, mais importância tem a sua mitocôndria.

É fácil então deduzir que, para que uma ovulação e posterior desenvolvimento do embrião tenham todas as condições para ocorrer na perfeição, a mitocôndria do óvulo tem que estar na sua melhor forma.

Ao contrário da luz artificial, a luz natural chega até nós através de um espectro luminoso completo, o qual é essencial para o bom funcionamento das nossas hormonas sexuais (e não só).


Entre outros benefícios, a exposição da pele ao sol favorece a produção de vitamina D (que curiosamente também é uma hormona) e a regeneração da co-enzima Q10 (um poderoso anti-oxidante) no nosso organismo.


A co-enzima Q10 encontra-se presente na mitocôndria dos óvulos e, conjuntamente com a vitamina D, têm um papel fundamental no rejuvenescimento ovárico. Por outro lado, o sémen contém receptores de vitamina D, que contribui para o aumento do número e da mobilidade dos espermatozóides.

Mas não é só: através da recepção da luz solar através da nossa retina do olho, o nosso cérebro é estimulado a segregar FSH, uma hormona que estimula o ovário a desencadear o processo de ovulação e o testículo a produzir esperma.

Cereja em cima do bolo: a luz solar promove a segregação de beta-endorfinas, que são as chamadas hormonas do bem estar 🙂
Eu diria que, quando nos sentimos bem, de bom humor, a nossa fertilidade sai a ganhar, não concordas? 😉



De que forma podes usar a luz solar na otimização da tua fertilidade?


Procura expor-te ao sol todos os dias durante pelo menos 30 minutos, principalmente durante as horas em que a intensidade dos raios é menos agressiva pois, desta forma, não precisas de colocar protector solar, o que iria anular os benefícios da absorção da luz solar pela pele.
Eu prefiro as primeiras horas do dia.

– Da mesma forma, sempre que a intensidade do sol não seja alta, evita usar óculos escuros, para que a tua retina absorva o espectro de luz em toda a sua plenitude. Bem sei que uns óculos de sol fazem-nos parecer mais cool, mas, neste caso, cool não rima com fertilidade 😉

– Prefere uma alimentação que te ajude a produzir a co-enzima Q10: peixes gordos, carne de frango, vaca e peru, frutos secos, brócolos, pêra abacate, espinafres e cereais integrais.

Nota importante: Eu sei que os raios solares intensos podem ser muito agressivos para uma pele desprotegida (o cancro da pele existe) e eu não quero, com este artigo, motivar-te a ter um comportamento menos responsável relativamente à exposição solar.No entanto, sei que, com conta, peso e medida, o que ganhas por te expores ao sol durante meia hora por dia, a tua fertilidade sai a ganhar 🙂

A informação que consta no presente artigo do blog, é destinada apenas para fins educacionais e nunca substitui o diagnóstico médico.

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