Tu não controlas o teu ciclo!


Tu não controlas o teu ciclo!

O controlo como uma armadilha

Acreditar que podemos controlar o ciclo é, na verdade, uma falácia. Não apenas porque o controlo absoluto é impossível, mas porque esta ideia nos desvia do verdadeiro propósito do ciclo: observar, acompanhar e viver.

Quando tentamos controlar, perdemos muita informação pelo caminho. Rejeitamos os sintomas que consideramos desconfortáveis, evitamos as emoções mais intensas e resistimos às mensagens que o nosso corpo nos traz - perdemos a oportunidade de nos aproximarmos daquilo que realmente somos.

O ciclo, em vez de ser algo a manipular, é um espelho. Ele devolve-nos uma imagem verdadeira de quem somos – completas, ainda que imperfeitas. Este reflexo pode ser desconfortável, mas é exatamente esse desconforto que nos permite crescer e aceitar a nossa própria essência.

Um convite vindo do âmago

O ciclo não é um inimigo, nem algo que precisa de ser controlado. É um convite – ou talvez uma mensagem – que emerge do nosso âmago, do núcleo mais autêntico e verdadeiro de quem somos. O convite para um regresso ao que já está dentro de nós. Um regresso com consciência e liberdade.

Quando aceitamos este convite, permitimo-nos ver quem realmente somos, completas, sem necessidade de buscar externamente aquilo que já possuímos. O ciclo mostra-nos, fase a fase, que temos tudo o que precisamos.

Aceitar em vez de controlar

O ciclo menstrual é muito mais do que algo a ser controlado. Ele é um convite a observar, acompanhar e viver cada fase com abertura e coragem. Não se trata de um processo perfeito ou fácil, mas sim de um caminho que nos desafia a aceitar a vida como ela é – com os seus altos e baixos, com as suas mensagens cruas e, acima de tudo, com o poder que nos devolve.


Quando largamos o controlo, abrimos espaço para uma conexão verdadeira com o que somos. Ganhamos consciência, liberdade e a possibilidade de viver plenamente, sem a necessidade de buscar fora aquilo que já temos dentro.

"O que o mundo precisa são mais mulheres que deixaram de ter medo de si mesmas e começaram a confiar em si mesmas. O que o mundo precisa são massas de mulheres totalmente fora de controlo."— Glennon Doyle